Quantas vezes você já passou por aqui?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Amigo Imaginário

De repente você percebe que o seu filho tem um amigo imaginário. O que fazer? Mantenha a calma, isso é normal. De acordo com a Dra. Karina Sauma Resk, especialista em educação infantil, psicologia e pedagogia do Espaço Saúde Guedala, esse é um comportamento comum em todas as crianças, independentemente se são filhos únicos ou se têm poucos ou muitos amigos.
E então as mamães acabam se perguntando o porquê desse amigo imaginário. A Dra. Karina comenta que essa é uma forma que os pequenos encontram para brincarem com alguém que os compreendem plenamente. “O amigo imaginário é o mesmo que a conversa que nós adultos temos com nós mesmos. Os adultos falam consigo sobre seus medos, conflitos e desejos. As crianças materializam essa voz interior criando o amigo imaginário. É o ego auxiliador. Grosso modo, a psique é formada pelo ID, responsável pelo desejo; o superego, responsável pela crítica; e o ego, responsável pelo equilíbrio entre o desejo e a realidade. O amigo imaginário é o ego auxiliador, aquele que ajuda a equilibrar o desejo e a autocrítica para a tomada de decisão”, explica.
Um estudo realizado pelo Instituto da Educação em Londres mostra que cerca de 65% das crianças tiveram um amigo imaginário em algum momento e que isso as tornam mais confiantes e articuladas. A Dra. Karina conta que a idade mais comum na qual essa atitude costuma surgir é a partir dos 3 anos de idade. “É nesse momento que a criança começa a brincar de faz-de-conta”, diz. Ela afirma que as crianças aprendem através da imitação, faz-de-conta, oposição, linguagem e apropriação da imagem corporal.
Portanto, os amigos imaginários não são um grande problema. Contanto que as mamães fiquem de olho no comportamento da criança, essa atitude pode ser benéfica. Segundo a Dra. Karina, após os 10 anos de idade esse amigo imaginário se transforma na voz interior da criança. “No consultório ensino as crianças terem o amigo imaginário e a voz interna. Com ela, a criança nunca está sozinha e sempre está interagindo com alguém, mesmo que seja ela em dois papéis. As crianças se aconselham e discutem sobre vários assuntos com seus amigos imaginários, concluindo qual a melhor atitude a ser tomada e, desempenhando vários papéis sociais ou de personagens, ampliam suas concepções sobre as coisas e as pessoas”, afirma.
Segundo a Dra. Karina, apenas que se o “relacionamento” com o amigo imaginário ficar com uma frequência exagerada, ou seja, se a criança até mesmo deixar de brincar com outras por conta dele aí sim isso pode ser prejudicial. “Outro fator é a idade. O amigo imaginário costuma desaparecer com a idade da criança. Em geral ele permanece aos 4 anos, intensifica aos 6 anos e desaparece por volta dos 9, 10 anos. Entre os 7 para 8 anos, as crianças começam a ter vergonha de brincar publicamente com o amigo imaginário, mas interagem com ele em silêncio e podem levá-lo a todos os lugares que estiverem sem que ninguém perceba. Isso faz parte do processo. É comum e saudável”, relata.
Ela diz que os pais não devem interferir nesse comportamento, se perceberem que está tudo certo. “O processo, exceto os exageros, ocorre naturalmente”, diz. O que ela recomenda é verificar com a escola se há um exagero na frequência com que a criança brinca com o amigo imaginário e se ela está se relacionando normalmente com os outros coleguinhas. A psicóloga ainda deixa uma mensagem: “Nunca  deixe de falar com sua criança interior. É com ela que você deve ter a discussão final para a tomada de suas atitudes.
 Fonte:http://itodas.uol.com.br/mae/65-das-criancas-tem-um-amigo-imaginario-24331.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Boas Férias!!!

 
Após um ano de muito esforço e dedicação, chegou a hora de descansar e se divertir a valer!!!
Aproveitem bastante!!!!!

domingo, 25 de novembro de 2012

Bruxismo pode ser causa de dor de cabeça constante


A dor de cabeça aparece diariamente em todos os tipos de pessoa e, também, pelas mais diversas causas. Elas vão desde as mais simples até infecções mais complexas. Além disso, essa dor pode ser ocasionada pelo bruxismo, o que muita gente nem sabe se tem e que pode provocar danos consideráveis à saúde.
Gerson Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial da Köhler Ortofacial, explica que o bruxismo, em termos médicos, é uma resposta psicofisiológica caracterizada pelo ranger dos dentes sem objetivo funcional. Noites mal dormidas também podem ser resultado desse problema. "O bruxismo noturno é o mais comum e é considerado um dos vários distúrbios que afetam o sono", comenta.
O que acontece é que a pessoa acaba movimentando em excesso a musculatura mastigatória e isso traz alguns malefícios. "A exacerbação é percebida na intensidade e na frequência dos movimentos. Essa tensão muscular exagerada tem como uma de suas consequências o surgimento das dores de cabeça tensionais ao redor do crânio, denominadas tecnicamente como cefaléias tensionais pericranianas. O desconforto é mais forte na área das têmporas", explica.
O bruxismo pode ocorrer tanto de dia quanto à noite e precisa de tratamento. Gerson diz que "ele pode ser detectado pela pessoa que dorme ao lado do portador. Os movimentos produzem ruídos característicos e que denunciam a condição". É pela polissonografia que ele pode ser diagnosticado. Esse exame identifica os distúrbios do sono.
Juarez Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial, conta que o tratamento do bruxismo, e também das consequências que ele ocasiona, pode ser feito por processos odontológicos, como com a utilização de aparelhos intrabucais, para relaxar a musculatura, e até mesmo com a reorganização da posição dos dentes. Além disso, se for prescrito, o paciente pode ser orientado a tomar alguma medicação para diminuir a ansiedade e tensão. Juarez comenta que essas dores de cabeça afetam mais as mulheres do que os homens. "As mulheres estão mais sujeitas ao estresse emocional do que os homens, aumentando o risco de sofrer com o bruxismo e outros distúrbios que comprometem a saúde geral do organismo. O tratamento é fundamental, pois o bruxismo é extremamente destrutivo para a estrutura dentária, seus tecidos de suporte, as articulações da mandíbula e até para o ouvido", alerta.

Pediatra ensina a tirar a fralda da criança de uma vez por todas


Assim como a chupeta, a fralda é um item um pouco difícil de excluir da vida dos bebês. O hábito acaba fazendo com que eles se acostumem com o fato de fazerem suas necessidades ali, na fralda. Para ensiná-los que o lugar certo do xixi e cocô é na privada, é preciso muita calma, paciência e conversa com eles, além de muita persistência. O ideal é passar por esse momento sem rigidez.
“Não podemos estabelecer  uma regra geral para a retirada da fralda dos bebês, uma vez que muitos fatores estão envolvidos na aquisição do controle esfincteriano, inclusive socioculturais”, comenta a pediatra geral Dra. Raquel Quiles. Ela comenta que o momento para tirar esse hábito das crianças pode ser iniciado quando elas começam a dizer que a fralda está suja, distinguem o xixi do cocô e conseguem chegar ao banheiro para eliminá-los.
Ela diz que o controle das crianças em relação a essas eliminações se dá mais fortemente após os 21 meses, e que antes disso a exclusão do hábito provavelmente não terá sucesso. Fica mais difícil para elas conseguirem controlar a situação. Outro ponto que ela reforça é que mesmo quando já aprenderam a usar o vaso sanitário alguns fatores podem atrapalhar esse momento, como o nascimento de um irmão, a separação dos pais, a ida à escola, entre outros. Nesses casos, consultar um pediatra é uma boa opção. Ele pode ajudar a criança nessa fase de seu desenvolvimento.
Além de conversar com calma com a criança, é preciso despertar o seu interesse, explicando que agora ela deve dizer quando precisar fazer suas necessidades para ir ao banheiro, deixar de usar a fralda. A pediatra diz que deixar a criança ver os pais ou os irmãos usando o vaso sanitário pode ajudar nesse momento.
Ela indica que a fralda diurna seja retirada primeiro, pois durante o dia os pais sempre acompanham as crianças e podem conversar com elas e receber o pedido para ir ao banheiro. “Quando as crianças já têm o controle diurno e já estão conseguindo ficar com a fralda seca à noite, podemos tentar retirar esta”, indica. Para que o uso do vaso sanitário seja feito de maneira adequada, a pediatra diz ser preciso usar os redutores de assento e ter um apoio para os pés da criança, ou optar pelo peniquinho.
Esse processo tem que ser feito aos poucos. A Dra. Raquel reforça que esse momento não pode ser forçado pelos pais. “Durante esse processo de aprendizado do controcontrole das eliminações fisiológicas podem ocorrer escapes. Deve-se, então, conversar com a criança, deixá-la tranquila de que isso faz parte e encorajá-la a conseguir nas próximas vezes”.
Nem sempre a retirada da fralda gera o sentimento de perda para as crianças. “Geralmente elas ficam felizes e querem a retirada das fraldas quando estão prontas para fazê-la”, diz.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Meu filho não sai da frente do computador

Seu filho vive na frente do computador ou do videogame, e você não sabe mais o que fazer para tirá-lo de lá? Não adianta simplesmente proibir, precisa oferecer outras opções
Hoje em dia, a criança nasce com perfil em rede social, sabe mexer no computador com intimidade e facilidade maior do que a maioria dos adultos. Estamos em plena era digital, no meio de vantagens e desvantagens, das facilidades e dos perigos. Ao mesmo tempo que a internet veio para deixar o mundo em nossas mãos e quebrar barreiras, ela ajuda e muito em pesquisas e traz o conhecimento para dentro de nossas casas. Tudo isso com uma gama imensa de diversão. Mas, também, deixou as pessoas cada vez mais distantes da vida real, em relacionamentos virtuais e jogos online que, sem medida e com mau uso, podem promover o individualismo e a exclusão social.

Quantas vezes você chamou seu filho para jantar e ele disse “já vou” ou “tô indo” e nunca chega à mesa do jantar? E quando finalmente ele se senta à mesa, faz seu prato, leva para frente do computador e janta entre garfadas e tecladas? Dessa forma, você pensa: “Isso está demais, faz mal e é hora de colocar um limite nesse comportamento”. No entanto, proibi-lo de usar o computador não é a solução, pelo contrário, é um novo problema porque irá induzi-lo a providenciar outras formas de usar a internet, seja escondido, no celular, em lan houses ou na casa dos amigos. Por consequência, poderá  afastar ainda mais seu filho do convívio familiar, além disso, ele poderá adquirir o péssimo hábito de mentir e enganar para conseguir fazer o que você proíbe. A solução depende de duas atitudes.

Converse e explique: Tudo que é simplesmente proibido parece sem fundamento, capricho, cisma sem um porque. Para que seu filho não pense que você está com pura implicância, é importante explicar os motivos pelos quais acha que realmente não é saudável passar o dia num mundo virtual e que tudo em excesso faz mal.
Proponha outras atividades: Seu filho convencido ou não de que não fará bem ficar o dia todo no computador, precisa de outras atividades, pois se não acessar a internet, ficar sem jogar videogame ou não ter mais nada para fazer, ele acreditará que realmente é a única opção que tem de bom. Essa é a hora que a família deve se unir para fazer passeios e atividades juntos, propor novos entretenimentos, entrar em um curso extracurricular, dar responsabilidades como serviços domésticos para ajudar dentro de casa, etc. Ou seja, sempre aliado à diversão offline.

Boas dicas são: jogos de tabuleiros em família, conversas agradáveis,  presenteá-lo com livros sobre assuntos os quais interessam aos jovens, programar viagens e passeios, incentivar a prática de um esporte ou arte, convidar os amigos de seus filhos para passar uma tarde em sua casa, ajudar no dever de casa e para os menores, as boas e velhas brincadeiras. Essas duas atitudes não só tirarão seu filho do “vício” online, como também o aproximará de você e promoverá uma melhor interação familiar com qualidade de vida.
 
Fonte: http://www.antidoto.blog.br/blogbaby/meu-filho-nao-sai-da-frente-do-computador-2/

Síndrome do Pânico



 
 Muitos são os sintomas da síndrome do pânico, sendo que antes de um diagnostico precipitado, o mais indicado é consultar com um profissional da saúde para que ele faça uma avaliação mais detalhada sobre o seu caso. Alguns sinais são bem característicos do ataque de pânico, que surge com uma série de indícios, já outros sintomas são as consequências desse ataque.
Hoje em dia, ainda é comum que muitos médicos associem alguns casos de transtorno do pânico a outras doenças , seja cardíaca ou neurológica, levando o paciente a um tratamento errôneo. Porém, nem todas as situações podem ser diagnosticadas como Síndrome do pânico, por isso, se faz necessária uma avaliação completa. Assim como qualquer outro problema de saúde, uma medicação errada pode trazer outros problemas para a saúde do paciente.
 Sintomas que Identificam uma Pessoa com Síndrome do Pânico

 O distúrbio do pânico é considerado um transtorno de ansiedade que limita em alto grau a possibilidade do paciente tomar uma atitude, uma vez que entre os sintomas da síndrome do pânico é bastante comum que tenha medo de um novo ataque e venha a morrer. Essas experiências se repetem com determinada frequência, sendo que mesmo um único ataque por mês pode caracterizar o distúrbio. Porém, não é porque você teve um ataque de pânico uma única vez na vida que é considerado um portador do distúrbio.
 Além disso, os ataques de pânico são inesperados. Se você sofrer da síndrome, é comum que esteja fazendo uma atividade qualquer e comece subitamente a sentir um medo crescente que não consegue controlar. O terror toma conta do seu corpo, o seu coração dispara, você se sente sufocado, com tontura, tremores, faltar de ar, e para completar as suas pernas ficam bambas, aparece a sensação de que o ambiente é perigoso, de que você vai morrer ou ter um ataque cardíaco ou derrame, ou mesmo, ficar louco para sempre e perder o controle.
 Para muitas pessoas, é assim que aparece um ataque de pânico, sendo que ele costuma durar cerca de 10 a 20 minutos. É muito raro, mas essas situações podem se estender por até mais de uma ou duas horas. Outros sintomas do distúrbio permanecem e você fica preocupado constantemente com a hipótese de ter outro ataque e de que tudo se repita, como o medo de ficar louco,  a perda do controle ou a morte.
 Na hora do ataque, você também pode suar muito, ter calafrios, se sentir fraco, desamparado, com formigamento nas mãos, pés e rosto, ter a sensação de entorpecimento, bem como dor no peito, náuseas e mudança da pressão arterial. Se além dessa sensação angustiante se somar uma mudança significativa no seu comportamento, como quadros de ansiedade excessiva, é bem provável que você esteja sofrendo da Síndrome do pânico.Os ataques podem acontecer, ainda, durante o sono.

Indícios Diversos Relacionados ao Transtorno do Pânico   

 
 
 
 Se você acha que está passando por quadros de pânico, outras formas de identificá-los são através de sintomas relacionados, porém, eles não são uma regra no comportamento do paciente com Síndrome de pânico. Um desses sintomas é a agorafobia, que é o medo de estar em espaços abertos ou em meio a uma multidão. No entanto, ao contrário de outras fobias, essa não se refere ao medo da multidão em si, porém, ao fato de não conseguir sair do seu meio no caso de necessidade.
 O transtorno do pânico também pode ser acompanhado do alcoolismo e da depressão. O primeiro porque o álcool inibe temporariamente os sintomas de um ataque de pânico, sendo que ele é iminente quando a pessoa não ingere álcool. Já a depressão pode ser um agravante da Síndrome de pânico, relacionado ao estresse do dia-a-dia.
 Por outro lado, alguns sintomas podem se assemelhar a um ataque de pânico, porém, não serem em realidade o distúrbio. Nesses casos estão incluídos os momentos em que você abusa de determinadas substâncias, como álcool, medicamentos ou entorpecentes. Tampouco você está tendo um ataque de pânico no caso de sofrer de hipertireoidismo, que é um distúrbio ligado à atividade da glândula tireoide e pode causar sintomas semelhantes aos mencionados.
 Outros temores que estão relacionados ao distúrbio são no caso de você estar com medo de muitas coisas, que até então eram naturais para você, como sair de casa, dirigir, viajar, bem como ir a lugares com muita gente, mesmo que sejam feiras e no cinema. Existe uma série de outras fobias que, no entanto, devem ser diferenciadas, pois não possuem relação alguma com o transtorno do pânico. Entre elas, está a Fobia Social, quando a pessoa tem medo de ficar exposto a uma situação social temida; fobia específica; transtorno obsessivo-compulsivo; estresse pós-traumático ou ansiedade de separação.
Perfil dos pacientes com Síndrome do pânico
 Estatísticas mostram que está crescendo o número de pessoas que se identificam com o transtorno do pânico, sendo que ele já atinge entre 3 e 6 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Também é mais comum em mulheres, sendo que elas sofrem com o distúrbio duas vezes mais em relação aos homens.
 No entanto, a Síndrome pode surgir em pacientes com qualquer idade, já que ataques foram identificados tanto em crianças como em idosos. Porém, na grande maioria das vezes, o distúrbio inicia no começo da fase adulta, sendo comum que as pessoas estejam na plenitude de sua careira profissional. Elas também costumam serresponsáveis, dedicadas e competentes em demasia no seu trabalho.
 

Fonte: http://www.sindromedopanico.com.br/2012/sintomas-da-sindrome-do-panico/

Discalculia do Desenvolvimento


 


Um grande número de crianças, adolescentes e adultos têm atitudes negativas em relação à matemática. Em muitos casos as atitudes negativas podem estar relacionadas à fobia ou ansiedade matemática, podendo, inclusive, ser atribuídas a experiências traumáticas com a aprendizagem desta matéria.
Uma parcela significativa de crianças em idade escolar apresenta, entretanto, dificuldades persistentes na aprendizagem da matemática. Quando as dificuldades persistentes na aprendizagem da matemática não podem ser atribuídas a fatores extrínsecos, tais como déficits intelectuais, neuromotores ou neurossensoriais, nem a dificuldades emocionais, falta de estimulação ou experiências educacionais inadequadas, é realizado o diagnóstico de transtorno específico de aprendizagem da matemática (CID-010 F81.2) ou discalculia do desenvolvimento.
A discalculia do desenvolvimento compromete cerca de 3% a 6% da população em idade escolar, sendo diagnosticada com base em uma avaliação neuropsicológica criteriosa que exclui a influência primária de fatores extrínsecos. Além da exclusão da influência primária de outras causas, o diagnóstico de discalculia do desenvolvimento exige que o déficit seja grave e persistente.
A gravidade pode ser avaliada por meio de teste padronizados de desempenho escolar, tais como o TDE (Teste de Desempenho Escolar). Diversos critérios podem ser adotados. Geralmente o desempenho deve situar-se abaixo do percentil 5 ou deve haver uma discrepância de dois anos entre o nível de desempenho da criança e a série escolar que ela freqüente. Um outro critério frequentemente adotado, é que haja uma discrepância de 1 a 2 desvios-padrões entre o desempenho em matemática e a inteligência da criança.
A persistência das dificuldades é caracterizada pela sua observação em dois momentos distintos com um intervalo de pelo menos um ano, ou então, pela ausência de resposta satisfatória a intervenções psicopedagógicas  bem planejadas e bem conduzidas.
A discalculia do desenvolvimento deve ser diferenciada de uma outra categoria frequente utilizada em pesquisas, as dificuldades de aprendizagem em matemática. Muitos pesquisadores investigam o desempenho de crianças com desempenho baixo em matemática, geralmente abaixo do percentil 25 ou até mesmo do percentil 35, sem caracterizar mais precisamente a etiologia e as características cognitivas associadas. Muitas das crianças com dificuldades de aprendizagem da matemática apresentam discalculia, mas nem todas. As pesquisas ainda não identificaram se existem diferenças qualitativas de desempenho aritmético e cognitivo enre as crianças com dificuldades de aprendizagem da matemática e aquelas com discalculia.
 
 

A discalculia do desenvolvimento consiste, fundamentalmente em uma dificuldade crônica básica de aprender a aritmética. Os sintomas geralmente se manifestam já na idade pré-escolar, quando a criança tem dificuldades para aprender a contar, bem como a utilizar outros conceitos numéricos ou relacionados à estimação de quantidades. Além da dificuldade com a contagem a criança pode ter dificuldades com a aprendizagem dos conceitos (quantificadores) de mais e de menos, pouco ou muito, antes e depois, com a aquisição das noções de tempo e, muitas vezes, também com as noções de espaço.
Uma das características principais dos indivíduos com discalculia é a dificuldade de aprender a tabuada. Algumas crianças simplesmente têm muita dificuldade para memorizar os fatos aritméticos. Estas crianças persistem contando nos dedos, mesmo quando isto não é funcional. Quase todas as crianças aprendem a contar nos dedos. Mas, depois de um certo tempo, a contagem nos dedos é indicativa de dificuldades.
A aritmética é uma área do conhecimento organizada hierarquicamente. A aquisição de novos conhecimentos em aritmética depende da consolidação de conceitos e procedimentos previamente adquiridos. As dificuldades na aquisição dos princípios da contagem retardam a intuição das operações aritméticas elementares. A adição é inferida a partir da contagem. A adição corresponde a contar dois conjuntos em sequência. As outras operações são todas derivadas da adição. A multiplicação consiste em uma adição repetida, enquanto a subtração corresponde ao inverso da adição etc.
A dificuldade na aquisição da tabuada é extremamente incapacitante, muitas vezes impedindo que o indivíduo progrida na aquisição de conceitos e procedimentos mais complexos tais como o valor posicional, essencial à aquisição do sistema arábico, ou os algoritmos de cálculo no sistema arábico.
Os dados de pesquisa indicam que a discalculia do desenvolvimento é uma característica intrínseca ao indivíduo e não resultado da ação de outros fatores. Mesmo em famílias vivendo sob condições de privação cultural, econômica e afetiva é possível identificar algumas crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem da aritmética enquanto seus irmãos têm um desempenho adequado. Estudos com gêmeos também mostra que a herdabilidade da habilidade aritmética é alta.
Estudos com indivíduos portadores de síndromes neurodesenvolvimentais mostram que o fenótipo de muitas síndromes adquiridas ou genéticas se caracteriza por dificuldades relativamente específicas na aprendizagem da aritmética. A síndrome fetal alcoólica é a principal causa ambiental de discalculia do desenvolvimento. Por outro lado, as dificuldades de aprendizagem da aritmética fazem parte do fenótipo de diversas doenças genéticas, tais como hidrocefalia congênica precocemente tratada, síndrome de Williams, síndrome do sítio frágil do cromossoma X em meninas, síndrome de Sotos, síndrome de Prader-Willi, bem como as síndromes de Turner e velocardiofacial.
Estudos com neuroimagem estrutural e funcional em indivíduos com síndromes cujo fenótipo se caracteriza por discalculia mostram que as dificuldades de aprendizagem da matemática podem ser atribuídas a alterações na conectividade, estrutura e função de regiões do córtex parietal, bilateralmente. As lesões destas áreas do córtex parietal, principalmente o sulco intraprarietal bilateralmente, mas também o giro angular esquerdo, são responsáveis pelo surgimento de acalculia em adultos com lesão cerebral. Ou seja, pela perda da habilidade de processar números e calcular.
Os estudos de neuroimagem funcional em crianças com discalculia do desenvolvimento não-associada a síndromes também mostram alterações funcionais em áreas do córtex parietal e suas conexões. Os dados neuropsicológicos, neurocognitivos, a associação com síndromes genéticas e os estudos da herdabilidade das habilidades aritméticas indicam, portanto, que a discalculia do desenvolvimento é uma entidade neurobiologicamente baseada e de origem genética e não uma consequência exclusiva da experiência de vida.
A influência de fatores genéticos não exclui a importância de fatores ambientais, tais como a estimulação pela família, a qualidade da educação ou a atitude do indivíduo em relação à matemática. Nos casos de discalculia associada a síndrome a importância dos fatores ambientais é menor. Nos casos de discalculia não associados a síndromes, cresce a importância dos fatores experienciais.
Na psicologia e medicina contemporâneas se trabalha com um modelo etiológico denominado epigenético. Ou seja, as características fenotípicas individuais, inclusive suas personalidade e habilidades cognitivas, são o produto de um complexo processo de interação entre influências genéticas e ambientais. No caso de síndromes genéticas, geralmente são envolvidos um número relativamente reduzido de genes, de um até cerca de três ou quatro dezenas.
No caso de discalculia não relacionada a síndromes o número de genes envolvidos é muito maior, da ordem de até uma ou duas centenas. Os efeitos de cada um dos genes envolvidos é  pequeno, mas os efeitos vão se adicionando ou, até mesmo, interagindo de formas complexas. No caso da discalculia não-relacionada a síndromes a influência da experiência de vida é maior. As influências genéticas podem ser concebidas como fatores de risco que tornam ou indivíduo mais vulnerável a ter uma dificuldade de aprendizagem. A interação entre os genes e o ambiente atua de forma probabilística na determinação do desfecho final. O fato de um indivíduo ser mais vulnerável a uma dada condição ou comportamento não implica em um determinismo absoluto, apenas em risco. O ambiente pode atuar de diversas formas para reduzir ou amplificar as dificuldades.
O diagnóstico de discalculia do desenvolvimento é extremamente importante. É apenas através do diagnóstico correto que se torna possível planejar e implementar as intervenções necessárias para prevenir ou minorar as consequências negativas da dificuldade em matemática.
A discalculia do desenvolvimento se associa a diversas consequências negativas a longo prazo. Os adolescentes com discalculia persistente apresentam maior frequência de transtornos externalizantes (hiperatividade, comportamento antisocial) ou internalizantes (sintomas de ansiedade, depressão, baixa auto-estima) de comportamento.
A dificuldade crônica de aprendizagem desmotiva o indivíduo e contribui para que ele abane precocemente a escola, reduzindo assim sua qualificação acadêmica e profissional. Em adultos jovens foi observado que as dificuldades persistentes com a matemática são preditivas de menor renda e maior probabilidade de desemprego, mesmo quando a habilidade de leitura é estatisticamente controlada.
Os dados de pesquisa disponíveis indicam, portanto, que a discalculia do desenvolvimento é um transtorno que compromete uma parecela expressiva da população em desenvolvimento e economicamente ativa, revestindo-se de enorme potencial para prejudicar o desenvolvimento, bem-estar e realização pessoal.
A fisiopatologia, ou mecanismos pelos quais as disfunções neuromaturativas predispõem o indivíduo a ter dificuldades de aprendizagem da matemática são o foco de intensas pesquisas no momento. Os dados de pesquisa mostram que a discalculia do desenvolvimento é uma entidade heterogênea, associando-se comorbidamente a uma série de outros transtornos, com diversos mecanismos cognitivos implicados.

Cerca de dois terços das crianças com discalculia apresenta comorbidades, ou seja, a presença simultânea de outras condições neurodesenvolvimentais. As principais comorbidades são com o transtorno do déficit de atenção por hiperatividade (TDAH) e com as dificuldades de aprendizagem da leitura e esrita (dislexia e disgrafia do desenvolvimento). A comorbidade com TDAH indica que déficits nas funções executivas e na memória de trabalho podem ser implicados nas dificuldades. Por outro lado, a associação com dislexia sugere que, em parte, as dificuldades podem ser atribuíveis a deficits no processamento fonológico, principalmente consciência fonêmica.
A discalculia do desenvolvimento tem também uma relação estreita com o transtorno não-verbal de aprendizagem (TNVA). O TNVA compromete cerca de 1% da população em idade escolar e consiste de dificuldades crônicas de aprendizagem caracterizadas por alterações na coordenação motora e processos somatosensoriais, dificuldades visoespaciais e discalculia. As dificuldades no TNVA são atribuíveis a um déficit na capacidade do indivíduo fazer inferências não-verbais que compromete seu desenvolvimento em diversos domínios. Comprometimentos secundários são observados também na área da percepção e auto-regulação emocional e do comportamento e cognição social, constituindo um fator de risco para desadaptação social, incapacidade. O TNVA caracteriza o fenótipo cognitivo das diversas síndromes que incluem a discalculia entre os seus sintomas.
O estudo das comorbidades indica que dificuldades com o controle executivo, memoria de trabalho, habilidades fonológicas e visoespaciasi são todos fatores cognitivos relevantes para a compreensão dos mecanismos cognitivos subjacentes à discalculia. Além destes mecanismos tradicionalmente identificados, uma hipótese contemporânea é que a discalculia do desenvolvimento pode ser parcialmente ou ao menos em alguns casos atribuível a um déficit em um sistema primitivo e não-simbólico de representação de magnitudes (vide post abaixo sobre modelos cognitivos). A pesquisa sobre os mecanismos cognitivos na discalculia é uma questão complexa, desafiadora e extremamente relevante do ponto de vistá prático.
A relevância clínica, educacional e social da discalculia indica que mais pesquisas são necessárias para identificar suas causas, desenvolver métodos de diagnóstico e reconhecimento precoce e, principalmente, programas eficientes de intervenção para reverter ou minorar as dificuldades ou seu impacto.
O desenvolvimento de métodos de diagnóstico e intervenção eficazes requer uma estreita colaboração entre profissionais de saúde e educadores. As pesquisas sobre diagnóstico e intervenção podem se beneficiar da caracterização dos mecanismos cognitivos e genético-moleculares subjacentes às dificuldades.