Quantas vezes você já passou por aqui?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Transtorno Obssessivo Compulsivo Infantil

O Transtorno obsessivo-compulsivo é a combinação de obsessões e compulsões que nada mais é do que a repetição de atos, rituais, atividades e pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos e contrários à índole do paciente.
O quadro clínico do transtorno obsessivo-compulsivo na infância ou na adolescência é bastante semelhante ao do adulto, contudo existem algumas características que diferem do infantil valendo a pena fazer um estudo em separado do assunto. Inciando-se geralmente na infância crianças tentam ocultar seus sintomas, assim como os adultos. É diagnosticado através de um diálogo entre a criança e alguém em quem ela confie e assim não será difícil fazer o diagnóstico. O tratamento precoce minimiza muito o prejuízo causado pelo “TOC” (Transtorno Obsessivo-compulsivo) que prejudica principalmente na educação e na área de relacionamentos.
Este transtorno leva o indivíduo a realizar atos, rituais, pensamentos e atividades que não consegue evitar  e,  quando não realizados, o paciente passa por sintomas físicos, tais como: palpitações, tremores, suor excessivo e uma aflição brutal achando que poderá acontecer algo de ruim para si ou para outras pessoa,s podendo levá-lo a um quadro de depressão.
Na infância o quadro clínico do transtorno é bem semelhante ao do adulto e assim como o adulto, as crianças tentam ocultar os sintomas. Além de prejudicar a educação e o relacionamento das amizades pode se tornar uma doença crônica e limitante.
A criança portadora deste transtorno é presa à seus próprios pensamentos que chamamos de obsessão e repetições de gestos que são as compulsões. Estes pensamentos continuados geram angústia e ansiedade e as ações compulsivas são uma tentativa de controlá-los. Olhar-se no espelho repetidas vezes, por exemplo, tem o objetivo trazido pelo pensamento obsessivo de estar sempre gordo ou magro demais. O paciente quando se olha no espelho passa a angustia temporariamente e logo surge o pensamento novamente, desencadeando novamente as compulsões.
Sintomas:  
  • Qualquer ritual diário de higiene, repetitivo e exagerado.
    • Lavar as mãos
    • Escovar dentes
    • Tomar banho
  • Repetição de ações.
    • Escrever a mesma palavra ou texto.
    • Ler a mesma revista, jornal ou livro.
  • Checagens compulsivas.
    • Tarefa escolar.
    • Arrumação de brinquedos.
  • Contagem
    • Contar as lâminas de uma persiana várias vezes.
  • Simetria
    • Na arrumação de armários.
Na arrumação de brinquedos.
Normalmente, essas manias obsessivas consomem muito tempo, gerando angústia e ansiedade tanto para a criança quanto para seus familiares.
Tratamento
Ao observar os sintomas citados acima  deve-se procurar a orientação de profissionais qualificados, que trabalham com crianças, para fazer o diagnóstico, pois na maioria das vezes, a criança não tomará iniciativa de queixar-se dos sintomas obsessivos compulsivos. O profissional deverá recomendar psicoterapia acompanhada ou não de uso de medicamentos.


Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/trantorno-obsessivo.htm




Meus pais se separaram, e agora?

Talvez a situação mais difícil pela qual uma família possa passar é a separação do casal. Mais difícil que uma crise financeira, mais difícil até do que uma doença grave, a separação representa uma mudança muito radical na vida de todas as pessoas que fazem parte daquele grupo familiar. Todos sofrem: pais, filhos, avós, tios.
Quando isso ocorre na família de um amigo, em geral, somos capazes de dar conselhos, oferecer um ombro amigo e, às vezes, até mesmo ceder um lugar no quarto para o amigo passar uns tempos enquanto a situação em sua casa não se resolve. Mas, quando a separação acontece com os nossos pais, é muito difícil encarar com tranqüilidade o fato. Muitas dúvidas surgem: quem é o culpado pela separação? Será que meu pai ou minha mãe está namorando outra pessoa? Como eu e meus irmãos vamos ficar agora? Onde e com quem vamos morar? Será que vou poder ver sempre meu pai ou minha mãe?
Essas e muitas outras perguntas começam a rondar a cabeça de todas as crianças e adolescentes que enfrentam a separação dos pais. A situação complica-se quando essa separação ocorre no meio de muitas brigas, e os filhos acabam ficando confusos, sem saber de que lado ficar com medo de magoar o pai ou a mãe. A adaptação à nova situação demora um tempo, mas acaba acontecendo. Esse tempo, porém vai ser maior ou menor, dependendo da atitude das pessoas da família diante da separação. Algumas dicas podem ajudar os filhos a enfrentar melhor a situação:
1. Não tentar achar um culpado. A primeira reação de todas as pessoas, em qualquer situação em que algo dá errado, é tentar culpar alguém. Na separação de um casal, porém, não existe um culpado ou um único fato capaz de desencadear o rompimento. É o conjunto de várias circunstâncias com as quais o homem e a mulher não conseguiram lidar que faz com que o casamento se desgaste e que o amor entre eles acabe.
2. Procurar ficar longe da briga dos pais, por mais difícil que isso possa parecer. É comum que muitas separações acabem se transformando em um campo de batalha entre os pais e que eles, perturbados com a situação, tentem fazer dos filhos seus "aliados" nessa guerra. A mãe fala mal do pai para o filho e vice-versa, com o objetivo de fazer da criança ou do adolescente um "mensageiro". É importante, porém, que os filhos tentem ficar afastados dessa guerra, porque a chance de todos saírem magoados é muito grande. É melhor manter uma relação amigável com ambos, tentando não se posicionar a favor deste ou daquele.
3. Compreender que o que acabou foi o casamento entre os pais e não o amor que os une aos filhos. Em uma separação, o que termina é o casamento, a relação entre o casal, mas a família, os laços que unem pais e filhos, não se desfazem com a separação.
4. Não esconder o que se está sentindo. É muito importante que o filho procure conversar com os pais sobre os seus medos, as suas inseguranças e sobre as dificuldades em enfrentar a nova situação. Muitos filhos tentam esconder seus sentimentos para não perturbar ainda mais os pais, mas, quanto mais se busca esconder o que se sente, mais difícil é lidar com as incertezas que uma separação traz. Quanto mais se conversa sobre as próprias dificuldades, mais fácil é superá-las.
5. Se a criança ou o adolescente sentir que está muito difícil enfrentar as mudanças decorrentes da separação sozinho, é necessário procurar ajuda. Ao expor a sua dificuldade para os pais, o filho pode pedir para conversar com um profissional que possa ajudá-lo a superar essa fase, no caso, um psicólogo. A terapia poderá auxiliá-lo a reorganizar idéias e sentimentos e a enfrentar a nova vida com mais segurança. Se essa hipótese não for viável, a presença de uma pessoa de confiança (um parente próximo ou um amigo) pode ser importante para um bom desabafo.
A separação de um casal, na maioria dos casos, representa a melhor solução para um casamento infeliz. Apesar de ser uma situação difícil de enfrentar, pela quantidade de mudanças que causa, pode ser o início de uma nova relação entre os membros da família e de mudanças positivas para todos. Para isso, no entanto, é preciso que pais e filhos tornem-se aliados para enfrentar novos desafios.
 
Fonte: www.educacional.com.br/falecom/psicologa

Como descobrir um disléxico


Eis a seguir as observações de um Educador e Pesquisador, Professor Vicente Martins, sobre a Dislexia.
São importantes aspectos coletados com a prática didática e que vão ajudar você a aprender e entender mais sobre esse distúrbio tão comum atualmente.
Nos últimos sete anos, venho desenvolvendo estudos sobre a contribuição da lingüística para o diagnóstico da dislexia. A dislexia é uma síndrome pouco conhecida e pouco diagnosticada por pais e educadores, especialmente os pedagogos e médicos, que se voltam ao desenvolvimento cognitivo das crianças na educação básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio).
A dislexia é uma perturbação ou transtorno ao nível de leitura. A criança disléxica é um mau leitor: é capaz de ler, mas não é capaz de entender eficientemente o que lê.
O que nos chama atenção, à primeira vista, é que uma criança disléxica é inteligente, habilidosa em tarefas manuais, mas persiste um quadro de dificuldade de leitura da educação infantil à educação superior.
Minha estimativa, por baixo, é a de que, no Brasil, pelo menos, 15 milhões crianças e jovens sofram com distúrbios de letras. Creio que a dislexia é a maior causa do baixo rendimento escolar.
A linguagem é fundamental para o sucesso escolar. Ela está presente em todas as disciplinas e todos os professores são potencialmente professores de linguagem, porque utilizam a língua materna como instrumento de transmissão de informações.
Muitas vezes uma dificuldade no ensino da matemática está mais relacionada à compreensão do enunciado, do que ao processo operatório da solução do problema.
Os disléxicos, em geral, sofrem com a discalculia (dificuldade de calcular) porque encontram dificuldade de compreender os enunciados das questões.
É necessário que diagnóstico da dislexia seja precoce, isto é, os pais e educadores se preocupem em encontrar indícios de dislexia em crianças aparentemente normais, já nos primeiros anos de educação infantil, envolvendo as crianças de 4 a 5 anos de idade.
Quando não se diagnostica a dislexia, ainda na educação infantil, os distúrbios de letras podem levar crianças de 8 a 9, no ensino fundamental, a apresentar perturbações de ordem emocional, efetiva e lingüística.
Uma criança disléxica encontra dificuldade de ler e as frustrações acumuladas podem conduzir a comportamentos anti-sociais, à agressividade e a uma situação de marginalização progressiva.
Os pais, professores e educadores devem se atentar a dois importantes indicadores para o diagnóstico precoce da dislexia: a história pessoal do aluno e as suas manifestações lingüísticas nas aulas de leitura escrita.
Quando os professores se depararem com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que lê, devem investigar imediatamente se há existência de casos de dislexia na família. A história pessoal de um disléxico, geralmente, traz traços comuns como o atraso na aquisição da linguagem, atrasos na locomoção e problemas de dominância lateral.
Os dados históricos de dificuldades na família e na escola poderão ser de grande utilidade para profissionais como psicólogos, psicopedagogos e neuropsicólogos que atuam no processo de reeducação lingüística das crianças disléxicas.
No plano da linguagem, os disléxicos fazem confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia como "a-o", "e-d", "h-n" e "e-d", por exemplo.
As crianças disléxicas apresentam uma caligrafia muito defeituosa, verificando-se irregularidade do desenho das letras, denotando, assim, perda de concentração e de fluidez de raciocínio.
As crianças disléxicas apresentam confusão com letras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço como " b-d". "d-p", "b-q", "d-b", "d-p", "d-q", "n-u" e "a-e". A dificuldade pode ser ainda para letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: "d-t" e "c-q", por exemplo.
Na lista de dificuldades dos disléxicos, para o diagnóstico precoce dos distúrbios de letras, educadores, professores e pais devem ter atenção para as inversões de sílabas ou palavras como "sol-los", "som-mos" bem como a adição ou omissão de sons como "casa-casaco", repetição de sílabas, salto de linhas e soletração defeituosa de palavras.
Por fim, com os novos recursos da sociedade informática, pais e educadores devem redobrar os cuidados. O mau uso do computador, por exemplo, pode levar a criança a ter algum distúrbio de letras. Até agora, não há estudos científicos sobre o assunto, mas, pelo relato de pais e professores, dirigidos ao  site http://sites.uol.com.br/vicente.martins , na Internet, revelam que posições pouco ergonômicas perante a um computador, pode comprometer o sistema perceptivo da criança, levando à dificuldade de leitura e escrita.

Fonte: Vicente Martins - " Como descobrir um disléxico"

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crianças agressivas: como lidar com elas?


A infância é o período mais rico e importante da vida de qualquer pessoa. Nesta fase são absorvidos valores e despertados talentos. Muitos comportamentos adultos têm suas primeiras manifestações nesta saudosa fase tão linda e inocente.
Crianças na primeira infância muitas vezes se expressam mordendo, gritando, beslicando ou chutando. Antoniele Fagundes, Consultora Familiar e dona da empresa Babá Ideal, explica que nos primeiros anos de vida as crianças estão aprendendo como funciona a sociedade e quais as suas potencialidades. Testar as capacidades que nosso corpo pode fazer como chutar e gritar ou experimentar o corpo de outra pessoa, mordendo ou beliscando é um importante aprendizado.
Caso esse comportamento perdure ou aconteça de forma exacerbada, pode ser um sinal de que algo não está bem. Os pais devem estar atentos aos ataques de agressão e conversar de forma firme, mostrando que a criança pode adquirir o que deseja sem ter que machucar o outro. "O castigo pode ser temporariamente satisfatório para os pais. No entanto, pelos exemplos que tenho acompanhado, apenas dá uma pausa e faz a criança muitas vezes ficar mais tensa ao ter que lidar sozinha e quieta com aquelas sensações de euforia e agressividade", aponta Antoniele.
Há casos em que os pais se culpam pelo pouco tempo passado com os filhos e deixam de cumprir seu papel de orientador e disciplinador durante os momentos que estão juntos. A permissividade que atualmente existe em muitos lares é fator importante na observação de um quadro de agressividade infantil. "As crianças estão a todo tempo testando os limites do seu comportamento para saber até onde podem ir. Quando os pais ou educadores não impõem regras claras e firmes, a criança sofre com a falta de alguém para limitar suas ações", esclarece a consultora.
Regras e limites são importantes para que as crianças aprendam a controlar seus impulsos agressivos e lidar com as frustrações para conviver em sociedade de forma saudável. A falta de orientação e limites permite que a criança cresça desestruturada. Pais com posturas firmes e carinhosas conseguem equilibrar a situação.
Para famílias que já tentaram diversas maneiras de conter atitudes negativas de seus filhos e mesmo assim ainda possuem dificuldades em conseguir uma solução definitiva, a consultoria familiar tem muito a oferecer. Através de conversas esclarecedoras, os pais podem se dar conta que pequenos gestos contribuirão para a felicidade maior do filho e harmonia familiar.

Fonte: texto de  Antoniele Fagundes - Consultora Familiar

domingo, 2 de janeiro de 2011

Qual a idade certa para tirar as fraldas?

Para quem não vê a hora de tirar a fralda do bebê, cientistas norte-americanos recomendam paciência. De acordo com estudo publicado no Jornal de Urologia Pediátrica o momento ideal para começar o treinamento acontece entre os 24 e 32 meses. Segundo os estudiosos, o período seria ainda mais importante do que o método utilizado. A pesquisa também sugere que crianças que começam o treinamento depois dos 32 meses tem mais chances de apresentar problemas de incontinência urinária como xixi na cama e nas calças. A recomendação dos pediatras brasileiros é semelhante. “É por volta dessa idade que as crianças começam a sinalizar que querem fazer xixi ou coco, um dos indícios de que chegou a hora de iniciar o processo”, diz o pediatra neonatologista Fernando Lamano Ferreira, da maternidade Pró Matre Paulista. Ele ressalta, ainda, que o treinamento deve ser individualizado. “Algumas crianças já se mostram incomodadas com a fralda com 2 anos, enquanto outras levam mais tempo”, diz. O risco de desfraldar a criança antes de ela estar preparada, segundo o especialista, é que os pais vão ter mais trabalho. O treinamento, que leva de 4 a 5 meses, poderia levar, então, o dobro do tempo. Se você acha que o seu filho já está pronto, veja as nossas dicas para começar o treinamento.

1 – Observe
A criança que já sabe andar bem equilibrada e consegue identificar objetos começa a dar sinais de que chegou a hora. Outro sinal é quando ela demonstra incômodo com o uso da fralda. Isso costuma acontecer a partir de 1 ano e meio, e o treinamento pode ser iniciado. Ela vai aprender a controlar a saída de xixi e cocô em pouco tempo.
Dica: inicie o processo no verão porque a criança transpira mais, faz menos xixi e não veste tanta roupa como no inverno.

2 – O que é, o que é? Conhecer os nomes dos objetos, como banheiro e papel higiênico, e explorar o ambiente facilita a vida de quem começou a dar os primeiros passos rumo a uma vida sem fraldas. Ensine tudo: sentar no vaso, puxar a descarga, lavar as mãos. Esse período de reconhecimento dura, em média, dois meses.
Dica: deixe que ela escolha o vaso (com o redutor), como os pais fazem, ou o penico, que deve ficar sempre no banheiro.

3 – Treinamento diário
O treinamento vai exigir muita paciência e determinação dos pais e de quem mais cuidar da criança. Ensine-a chamar alguém sempre que precisar ir ao toalete, deixe que fique sentada no vaso se tiver vontade. Nunca obrigue nem tenha pressa. Respire fundo e tente outras vezes no mesmo dia. E jamais brigue se não der certo.
Dica: abra a torneira, massageie a barriga e diga que finalmente ela vai ser “gente grande”. Esse argumento funciona bem.

4 – Enfim, a retirada
Quando a criança já consegue dizer quando tem vontade de ir ao banheiro, a fralda da manhã pode ser retirada. Comece o treino para a noite. Se for preciso, acorde-a durante a noite para que a cama não fique molhada. Até 4 anos, a maioria das crianças abandona as fraldas. O tempo dessa independência pode variar de acordo com o histórico familiar, o tempo de dedicação ao treinamento e o desenvolvimento fisiológico (controle do esfíncter) e emocional da criança. Se persistir, peça a avaliação de um especialista, como o urologista ou nefrologista.
Dica: paciência, paciência e mais paciência.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cinco atividades para testar e desenvolver a audição infantil

A audição infantil precisa ser testada e exercitada desde cedo, isto quer dizer, tão logo seja capaz de interagir com você através do olhar.
Coisas simples que não exige gasto algum, e que qualquer um pode fazer para testar e desenvolver a audição do seu filho; em casa ou numa creche.
O Bebê pode ouvir sons antes mesmo de nascer. Assim, não é surpresa que durante os primeiros nove meses de vida, ele seja capaz de:
  • Ouvir e responder aos sons e vozes à sua volta;
  • Divertir-se ouvindo histórias;
  • Responder ao ser chamado pelo nome
Poucas semanas após ter nascido, a capacidade auditiva da criança deve ser testada. Isto é vital já que as crianças aprendem a linguagem ouvindo, e a maioria do desenvolvimento da linguagem infantil ocorre nos primeiros dois anos da sua vida. Se um problema de audição não for detectado até ela entrar na escola, ela já terá seu desenvolvimento psicológico totalmente comprometido.
Mesmo depois de ter testado a capacidade auditiva do bebê, você precisa e deve continuar a fazer auto-testes em casa. Sua criança pode ter algum indício de perda auditiva se, quando for récem nascida, ela NÃO apresenta alguns dos seguintes indícios:

a) NÃO Se assusta, move, chora ou reage a barulhos e sons inesperados;

b) NÃO Desperta com barulho;

c) NÃO Move sua cabeça em direção ao som da sua voz ou de outros;

d) Naturalmente NÃO imita o som que ouve.

Nesse caso, você deverá consultar seu pediatra. Mais de 3 milhões de crianças, apenas na América do Norte, tem problemas de audição. No Brasil, como sempre, não existem estudos ou números a esse respeito, mas estima-se que seja um volume semelhante apesar da população ser menor.

Dessas crianças, cerca de 45 por cento (1.4 milhões) tem menos de 3 anos de idade.

Mesmo que sua criança possa ouvir imediatamente, o que ela escuta pode não lhe interessar naquele momento, assim ela pode não dar atenção. Aprenda e entenda esses episódios, mas não deixe de prestar atenção aos sinais, e continue reforçando sua observação e testando sua audição.

Eis aqui 5 (cinco) atividades que você e sua criança podem fazer juntos, para trabalhar seu potencial auditivo:

1) Falando com o Bebê:
    . Faixa etária: Do nascimento em diante

Escute e fale com sua criança durante todo o dia. Não importa se ela não responde. Quando você fala com ela, você está lhe mostrando como usar os lábios e a língua. Aprenda o significado do choro e gestos do seu filho. Ouça os sons que ele faz e observe o modo como ele move seu corpo.

Faça uma imersão total do seu bebê através de palavras. Por exemplo, quando estiver vestindo sua roupa, dê nomes as cores e as coisas que você estiver colocando na cabeça e corpo dele.

Cumprimente-o toda vez que o ver. Diga seu nome frequentemente; por exemplo:
"Ôi Alberto, você dormiu bem? ", ou "Alô, Alberto, você precisa trocar as fraldas?"

Essas conversações podem parecer algo além da compreensão do bebê, mas lhe dão confiança, e enfatizam o quanto você gosta dele.

2) Cantando para o Bebê:
    . Faixa etária: Do nascimento até os 3 anos

Cante para seu bebê. Quando seu filho estiver acordado, cante para ele com voz suave e melodiosa. Tente apenas entoar ou cantalorar algo em tom ameno e amoroso. Isso vai ajudá-lo a acalmar-se, e confortá-lo quando estiver agitado ou chorando (se não for o caso de choro provocado por doença). Não se preocupe se você não tiver dotes musicais apurados - para seu bebê isso não faz a menor diferença. Ele se contentará com os sons que você faz. O que lhe importa é sua presença, ali, do seu lado.

Quando o estiver alimentando, trocando fraldas, e lhe dando banho, as cantigas de ninar serão um alento para ele. Desse modo, aprenderá que a comunicação dele com você é importante, e que as pessoas prestam atenção quando estão falando umas com as outras.

3) Lendo para o Bebê:
    . Faixa etária: Do nascimento em diante

Leia para seu Bebê. Nada estimula mais a inteligência de uma criança que escutar você falar. Os livros ilustrados com figuras e desenhos são magníficos para esta idade. O importante é que tenham uma ou duas palavras por página e ilustrações coloridas. Desenhos são mais definidos para seus olhos que as fotos. Deixe o bebê olhar todas as ilustrações à vontade e sem pressa.

A medida que vai crescendo, deixe que explorar as páginas de livros que contenham mais palavras. Nesse estágio, ele se diverte ouvindo sua voz e encontra nisso calma e grande conforto emocional.

4) Explique os Sons:
    . Faixa etária: Do nascimento até os 3 anos

Seja isto o zumbido de um avião, ou o ronronar de um gato, observe que, aquilo que seu filho escuta, permite-lhe ajudar a entender, criar imagens mentais, imaginar e compor os elementos do seu meio ambiente.

Considere gravar os sons que ele faz aos 3 meses de idade, e a cada 3 meses de vida.

Mostre-lhe os sons, de modo que ele se divirta ouvindo a si mesmo.

Tente lhe explicar que, a voz que está ouvindo pertence a ele.

5) Ensinando o Bebê:
    . Faixa etária: Do nascimento até os 3 anos

Dê ao bebê instruções simples através de gestos e palavras. Diga a palavra "sorria" e então faça o gesto do sorriso. Ele aprenderá a imitar suas ações. E, à medida que se desenvolve, levante suas mãos ou pés e diga, "pra cima" então, abaixe-os e diga, "pra baixo".

Quando for crescendo, aponte e olhe na direção de um objeto e identifique-o. Por exemplo, aponte para seu carrinho e diga, "carro". Pegue o carrinho e identifique-o outra vez. Logo, quando você disser "carro", ele será capaz de apontar por si mesmo para o brinquedo e eventualmente pegá-lo.

Ajude seu filho a descobrir a si próprio. Coloque-o sobre um cobertor e se ajoelhe diante dele. Abaixe seu rosto de modo que fique à mesma altura do dele. Toque seu rosto e diga "rosto". Então, coloque as mãos dele sobre seu rosto, e repita. Faça a mesma coisa com outras partes do corpo, como nariz, boca ouvidos, etc.

Use sua imaginação e crie novas atividades.







Fonte da Pesquisa: Departamento de Educação Pública dos Estados Unidos
Projeto: Ensinando os Pais a Ensinar.
Texto adaptado e revisado por: Alberto Filho e Jon Talber.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal



Que o espírito de Natal desça e se esparrame em todas as direções, 
Em todas as almas, consciências e corações,
Glorificando a Deus nas alturas e irradiando a paz na Terra
Não apenas aos homens de boa-vontade,
Mas a TODOS os homens!
Que a PAZ se instale nas mentes e atitudes,
Especialmente daqueles que ainda não encontraram
A boa-vontade.
Obrigada pela companhia de vocês!
E que em 2011 possamos compartilhar
De várias dicas importantes!
Um Feliz Natal
E um Ano Novo repleto de realizações!
Beijos, com carinho,
Andrea